Infinite Maze — blog

Lápis de cor permanente (Faber Castell x Derwent x Prismacolor)

polychromos-vs-artists-vs-verithin

Quem me acompanha pelas redes sociais, principalmente pelo Instagram, já sabe a resposta que darei ao fim dessa resenha. Mas essas são as informações que comparei para escolher minha paleta de lápis de cor permanentes e com minas duras, que, diferentemente dos aquareláveis — que são macios e ideias para grandes coberturas — funcionam melhor para detalhes (e quem me conhece, sabe que tenho praticamente um transtorno obsessivo compulsivo (TOC) por ajustar detalhes).

Há dois anos eu investi numa paleta da Faber-Castell, Albrecht Dürer 36 cores, da qual já fiz uma resenha completa, e fiquei muito satisfeita com os resultados. A única necessidade que ainda sentia era de fazer detalhes muito pequenos (cílios, fios de cabelo, etc), pois as pontas deles já gastam nos primeiros traços (me refiro apenas à parte mais fina do lápis recém apontado). E como lápis de cor é o meu material de desenho favorito, pensei: vou investir em uma paleta enorme de Polychromos, também da Faber Castell. Mas, nas minhas condições financeiras atuais, um investimento de R$ 500 a R$ 800 é demais para um material que não tenho certeza absoluta de ser o que eu quero. Então, lá vai a Emmy investigar outras marcas.

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Quem me ajudou com isso foi meu professor de desenho, o Micael, que sempre tira as minhas maiores dúvidas sobre materiais. Então, ele me emprestou alguns lápis Polychromos e mais outras duas marcas para eu comparar. As que escolhi para testar foram a linha Artists da Derwent e a Verithin da Prismacolor.

Faber-Castell — Polychromos

A Faber-Castell foi a primeira marca que me veio à mente, afinal, eu já havia investido na paleta aquarelável e, para mim, eram simplesmente os melhores lápis de cor do mundo. Seguno o fabricante, entre as principais características dos lápis estão: a alta resistência do pigmento à luz, pontas altamente resistentes à quebra, são à porva d’água e não esfumam. Além disso, todas as cores existem em outros produtos da marca, então, são equivalentes à uma paleta Albrecht Dürer de mesmo número de cores ou de pasteis secos, por exemplo.

Especificações:
Comprimento total: 175 mm / Diâmetro: 8mm / Formato do corpo: circular
Mina: 3.8 mm de diâmetro, permanente, com base em cera e altamente pigmentada
Disponível em estojos com 12, 24, 36, 60 e 120 cores.

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Derwent — Artists

O Artists não é exatamente uma mina dura, de acordo com o fabricante. Inclusive, no próprio site da marca consta como diferenial a textura cremosa para uma boa mescla de cores. Ainda assim, no uso, ela possui uma dureza razoável para o que eu gostaria de fazer, então considerei que valia a pena testar. Tenho duas outras paletas da Derwent, a Drawing, com cores de natureza, da qual já fiz uma resenha; e a Graphitint, que são como grafites toanlizados. Essas duas são realmente macias — então não consigo usá-las para traços muito finos — mas a qualidade dos pigmentos, das coberturas, a facilidade de apontar e durabilidade das pontas (não quebram quando deixo cair, e isso infelizmente acontece muito) conquistaram meu amor por essa marca.

Especificações:
Diâmetro: 8mm / Formato do corpo: circular
Mina: 4 mm de diâmetro, permanente, com base em cera e altamente pigmentada
Disponível em estojos com 12, 24, 36, 48, 72 e 120 cores.

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Prismacolor — Verithin

Essa foi a marca que mais gostei de testar, pois sigo muitos artistas de outros países e sempre via esses Prismacolors nas fotos do Instagram, mas nunca tinha visto pra comprar nenhum deles. E realmente, eles são muito difíceis (se não impossíveis) de encontrar no Brasil. Esse é o único, dos três que escolhi, que o fabricante considera a dureza da mina como um diferencial do produto. O Verithin é feito exatamente para o objetivo que eu estava buscando: pontas que conseguimos deixar extremamente finas e que duram muito, ideais para desenhar contornos, linhas e detalhes.

Especificações:
Formato do corpo: hexagonal
Mina: 3.3 mm de diâmetro (não é a informação oficial, mas foi o que consegui medir; é bem mais fina que os dois anteriores)
Disponível em estojos com 12, 24 e 36.

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Testes

Todos os testes foram em Canson 200, lado com textura.

Intensidade da cor X traço mais fino

Comparação das espessuras dos traços, duração das pontas e se cores permanecem vívidas com pouca pressão

Polychromos x Artists x Verithin

Minha primeira grande preocupação foi, logicamente, o detalhe. Fiz as melhores pontas que consegui e fiquei riscando pra ver quão finos eram os traços que eu conseguia, e qual a durabilidade da ponta (amplie a imagem para ver melhor). Outra coisa que observei foi a pressão necessária para a cor atingir a pigmentação máxima (não sei se isso é um termo). O que notei, e pode ser comparado nas imagens acima foi: que o Prismacolor tem de fato a ponta bem mais dura, que continuou mais afiada após inúmeros traços; porém, é o que fica com as cores mais claras caso não seja aplicada muita pressão. O Derwent confirmei ser o mais macio de todos. O Faber-Castell foi o que teve um melhor equilíbrio entre traço fino, durabilidade da ponta e cor vívida.

Camadas, água e esfumado

Comparação de traços nos quais foram aplicados água, esfumado, e uma pequena sobreposição de camadas

Polychromos x Artists x Verithin

Outra coisa que é interessante para mim nesses lápis de mina dura é que eles sejam, de fato, permanentes. Ou seja, que eu possa fazer uma aguada posterior no meu desenho sem prejudicar o que eu já pintei caso a água tome rumos indesejados (acontece muito). Todos os três foram ótimos nessa questão, tanto que circulei nas imagens acima a parte nas quais apliquei água, e é impossível notar diferença. Na questão do esfumado, o Faber-Castell foi o único que apresentou uma leve diferença, acredito que por ser o mais pigmentado (amplie a imagem para ver melhor).

Também fiquei sobrepondo camadas de cor umas nas outras. O Prismacolor foi apenas satisfatório, pois precisei aplicar muita pressão para sobrepor as camadas, e esses riscos evidentes, em um desenho mais elaborado, comprometeriam muito o resultado. O Derwent e o Faber-Castell foram bem melhores nesse sentido (até porque esse é apontando como um dos diferencias do Artists pelo fabricante), os dois foram aceitando camadas mesmo após saturar o papel completamente (coisa que faço muito pra eliminar a maldita textura do Canson).

Conclusão

Espero que essa resenha / comparação não tenha ficado sem graça, já que ficou meio evidente o que eu estava inclinada a escolher. Mas os testes realmente me ajudaram a tirar todas as dúvidas, e fico realmente feliz por meu professor de desenho ser obcecado por materiais e ter essas marcas disponíveis pra eu poder testar. Eu acabei indo para o Polychromos, que era minha idéia inicial, e no momento estou absolutamente satisfeita com eles, principalmente pelo fato de minha nova paleta de 60 cores conter todas as cores que eu já tinha nos aquareláveis de 36 (mais adiante quero postar algumas considerações sobre isso).

Outras coisas que levei em consideração além dos testes acima: a quantidade total de cores disponíveis, facilidade para encontrar avulso, composições que eu poderia fazer com as paletas que já tenho. Nessa parte, o Verithin foi completamente eliminado. Não foi dessa vez, Prismacolor :(

Lápis de cor profissional é um material caro mesmo, então, preço eu olhei apenas na hora de comprar. Graças à minha amiga Gabi Xavier ♥ eu consegui um valor muito melhor na paleta de 60 cores, pois ela me ajudou a comprar na Amazon dos EUA. Não vou linkar nenhum site para compra aqui, pois eu aconselho, para quem quiser investir, que pesquise muito, pois os preços variam demais.

Espero que essas comparações tenham sido úteis para quem também pensa em comprar alguma nessas paletas. Caso tenham dúvidas sobre coisas que não citei aqui, ou possam contribuir com considerações, comente abaixo, pois vou gostar muito de poder complementar esse post ^_^.


Fontes para este artigo: Faber-Castell, Derwent, Prismacolor, Quem ajudou: Micael Biasin

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  • Gabi Xavier

    Emmy tu faz as aquarelas das tuas pinturas com lápis de cor mesmo?Agora me veio essa dúvida pq se for…menina tu é o cão kkkkkkkkkkk! Eu to pensando em investir numa paleta depois de mina dura.O único que tenho é o do albrecth durer que uso pra fazer cabelos,mas quando quero algo mais detalhado como olhos é um saco (e eu não consigo fazer a ponta daquele troço pra ficar fininha sem quebrar :() certamente que comprarei a mesma coleção que vc comprou

    • Oi, Gabi!! ♥ As aquarelas que faço nos fundos dos meus desenhos são aquarela mesmo XD Eu uso Cotman em tubo. Mas agora me veio uma idéia de tentar fazer aqueles efeitos com sal em lápis aquarelado, será que fica como? *_* Só tem um retrato que fiz que aquarelei um fundo que tinha pintado de lápis, mas nem postei ainda.

      Siiim, fazer olhos, cílios, etc. com Albretch Durer acabou sendo uma tortura pra mim, esses Polychromos resolveram a vida! E eles pegam super bem sobre aguadas também, então acho que pra ti vai ser a solução. Eu tô planejando um post comparando esses dois (o AD e o Polychromos), só não sei quando vou conseguir publicar hauhuha Beeijooos!! ♥

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