Infinite Maze — blog

A ótima experiência no meu primeiro Artist’s Alley, e primeiro Animextreme nem tão ótimo assim

No final de semana dos dias 7 e 8 (há 2 semanas mais ou menos), eu participei do primeiro Artitst’s Alley da minha vida. Vou contar aqui por que achei a experiência tão legal, e, ao mesmo tempo, nem tanto.

Eu já havia participado de eventos Anime / Nerd aqui na cidade (Bento Gonçalves), que é um interior e as pessoas ainda são levemente mais fechadas para essas coisas (achava eu). Mas, como a resposta do público aqui para o meu trabalho foi muito positiva, calculei que em um evento maior seria melhor ainda. You know nothing, Jon Snow.

Vou começar falando o que teve de bom lá no evento. Por que, apesar das minhas críticas finais, eu adorei ter participado! E até arrisco dizer que pretendo ir de novo. Mas vamos deixar as conclusões para o final.

Ótimo #1: Existem artistas incríveis muito perto de mim

Sim! Conheci muitos artistas talentosos incríveis, com iniciativas e idéias ótimas, que são aqui mesmo do RS e nunca havia visto nada sobre eles. Então, independentemente de qualquer resultado, conheci novos art buds, pessoas mais experientes na vida artística que compartilharam muitas dicas comigo.

A primeira delas foi a Camila Raposa, que estava com a mesa bem do lado da nossa — sim, nossa: claro que levei minha escudeira, a Pauline (melhor irmã) pra me ajudar nessa. A Camila faz umas aquarelas maravilhosas, e é quase a impressora humana dos personagens. Ela faz tudo tão lindo e produz TANTO, que achei extremamente positivo conversar com ela sobre isso. Ela também é professora de desenho, então, se alguém da capital está querendo uma indicação, tá aí :D

Outra artista que conheci lá, com um trabalho que me encantou MUITO, foi a Nanda Passos. Inclusive, já salvei as referências para um futuro post de inspirações. Esse post no Instagram do Thiago Krening sobre o evento, que deixei aqui, é um ótimo resumo das coisas mais legais do Artist’s Alley.

No final do domingo, foi minha parte favorita de toda a experiência, em que trocamos artes uns com os outros. Isso contribuiu muito positivamente para a minha parede magnética. Agora ela está ficando maravilhosa:

Agora, a Blank Infinity e a Júpiter da Gabi têm a companhia dessas prints maravilhosas da Carol e da Nanda. Achei muito desperdício colar os adesivos em algum lugar, então deixei o Thiago, a Camila e a Capivarinha no mural também. Tem aí também os cartões da Bruna e da Jakie, que achei válido usar como decoração. Não ficou lindo? ♥_♥

Ótimo #3: Muitas pessoas novas conheceram o meu trabalho

Essa, sem dúvida, foi uma das melhores coisas, e posso contar como objetivo concluído. Esse contato com novas pessoas já me rendeu ótimas parcerias, além de um resultado muito positivo após o evento — fiquei tão feliz com quem me marcou no sotries com os prints! ♥

Fiquei, também, muito feliz pela Blank Infinity ter agradado tantas pessoas. Isso, com certeza, me trouxe muitas novas idéias de projetos com ela, além de outros personagens meus que ainda quero trabalhar. Quanto ao público que efetivamente parou na minha mesa e se interessou pelo trabalho, foi realmente realizador pra mim.

Ótimo #3: Estes cosplays

As imagens são auto-explicativas, então só gostaria de deixar registrada, mais um vez, minha felicidade por encontrar pessoas que gostam de Sailor Moon tanto quanto eu ♥ As cosplayers são Liadan Soul (Super Sailor Moon), Dryade (Vênus) e Slyth Salaz (Plutão).

Eu praticamente aluguei essas Sailors maravilhosas pra promover o a minha mesa no stories, então dei um presente pra cada uma.

Olha a minha felicidade, me senti abraçando a Usagi verdadeira (apesar de que pra mim sempre será Serena).


Mas o que foi tão péssimo, então?

Acho que posso resumir em uma palavra: YOUTUBERS.

Sim, e vou explicar.

É inegável que, atualmente, os Youtubers são as “novas celebridades” e que eles atraem multidões. Eu mesma gosto muito de acompanhar canais de inúmeros temas — desde notícias sobrenaturais até dicas de beleza, passando, claro, por muitos canais de artistas que eu gosto. Então, o que poderia dar errado em convidar apenas Youtubers com mais de 5 milhões de inscritos cada?

A resposta é: CONTEXTO. Em um evento que se define como o maior evento GEEK do sul do Brasil, com o nome de ANIMEXTREME, queremos ver o quê? Nerdices e cultura japonesa, talvez? Tudo relacionado a animes e séries, talvez? Dubladores e escritores, sim ou claro? Pois é.

Eu identifiquei apenas 2 dubladores no “line up” do evento, e eles ainda foram escalados para um horário que, basicamente, só estavam os expositores e eles próprios no local (13h). A maioria dos convidados que vi listados na programação eram Youtubers dos quais eu nunca tinha ouvido falar — e por um motivo óbvio. Em uma pesquisa rápida sobre cada um deles, vi que alguns deles até estavam no tema, como Haru e Satty. Aí, a gente entra no saldo final de fotografias oficiais, e o que temos?

A pessoa mais “concorrida” para as fotos foi Júlio Cocielo, o qual, sinceramente, não faço a mínima questão de linkar aqui. Até pensei em colocar uma imagem, mas me recuso a postar esse tipo de conteúdo neste blog. Um Google rápido vai explicar minha relutância.

Quanto mais relacionado ao tema do evento é o conteúdo do candidato, menos pessoas quiseram fotografar com. Em compensação, os canais sobre qualquer coisa que NÃO tenha absolutamente nada a ver com cultura geek, ou levemente tenham, mas pouco agregam na situação, foram os responsáveis pela maior parte do público.

E onde eu quero chegar com isso?

Não vendi nada (._.’) Quer dizer, vendi algumas coisas. Mas a resposta que eu esperava era que pelo menos mais pessoas se interessassem pelo projeto das Sailors do que o pessoal aqui no NerdLand. Mas não foi o que aconteceu. Em um dia de NerdLand vendi mais que em um dia de AnimeXtreme! E era muito menos da metade do público.

Contudo, a questão que fica é a seguinte, e agora falo diretamente com os produtores deste e de qualquer outro evento de cultura nerd por aí. Se o objetivo é apenas MUITO PÚBLICO, venda de ingressos e apenas isso, o evento deveria mudar de nome para YoutubersXtreme, ou PopXtreme e focar nisso. OU, se realmente houver a intenção de manter características tradicionais do evento, como os cosplays, lojas geeks e o Artits’s Alley, voltem para o foco, imediatamente.

Porque, afinal, se das 20 mil pessoas que dizem ter passado por lá, 15 mil foram apenas pra ver os Teddys e Danis Russo desse nosso YouTube BR, será que é justo usar esse número como estimativa de público para que os artistas reservem espaço no Artist’s Alley? Quantos desses adolescentes, que foram lá apenas pelos seus ídolos da futilidade, realmente se interessam por arte ou cultura geek? Continuando por esse caminho, o resultado a médio ou longo prazo é apenas um: o evento vai perder o espírito até virar um evento de qualquer outra coisa, exatamente como o Rock in Rio (3 bandas de rock e 200 de qualquer outra coisa que esteja na moda). E não vai ser interessante para os artistas expor em um Artist’s Alley que é ignorado por quase metade do público presente.

Fica aqui minha reflexão.

Espero que não tenha soado muito aborrecida, pois estou muito feliz por ter participado ^_^ Até considero participar novamente, se meu rendimento permitir $ — já que lucro não teremos nenhum (/risos).


Então, o que acharam? Se também esteve no evento, fique à vontade para deixar suas impressões nos comentários :D Sobre o evento, o Artist’s Alley ou sobre este texto ^_^! Até logo,

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5 Comentários em "A ótima experiência no meu primeiro Artist’s Alley, e primeiro Animextreme nem tão ótimo assim"

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raquel
Visitante
Emmy, praticamente todos os eventos estão com esse problema de contexto, porque ao meu ver o contexto é consumo, não importa de que forma e como. Acredito que está relacionado a essa Modernidade Liquida e valorização da racionalidade em detrimento à tudo que é ligado a artes, lúdico e imaginário, como dizia Bauman, rs. Lamento que não tenha vendido nada, pois seus trabalhos são maravilhosos. Eu acompanho vc há tempos, mas nunca publiquei nada. Não achei conveniente fazer. Eu sempre quis fazer artes e desenhar e nunca permitiram isso. Vejo no seu trabalho um sonho que nunca concretizei, mas que… Read more »
Lidiane
Visitante

Emmy fico feliz pela parte boa da tua experiência no evento e concordo com essa questão dos Youtubers. Infelizmente, os produtores querem encher a burra de dinheiro, então chamam esses caras que, por alguma razão inexplicável, arrastam uma multidão por onde vão. O canal desse Muca é uma nojeira, e ele participa muito de eventos geek. E me irrita que os artistas fiquem em segundo plano, vendam pouco e não tiram o investimento para estar ali. Mas é uma experiência boa para te preparar para os próximos, até ter uma estratégia diferente para cada evento.
Beijão!!

Gabriela Xavier
Visitante
Gabriela Xavier

nossa eu nem piso mais nesses eventos.no inicio dos anos 2000 ainda prestava mas hj em dia é só pra ver esses youtubers adolescentes falarem bosta e serem estrelas do próprio reality show da vida baranga deles.passo bem longe.mete o pau mesmo KKK

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