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Hahnemühle — Leonardo 600g hot pressed

Nessa série de resenhas de papéis para aquarela, vou descrever minhas impressões ao testar algumas amostras que recebi no ano passado (2016) da Companhia do Papel. Essa minha busca pelo “papel ideal” começou quando aprimorei minhas habilidades em lápis de cor e comecei a dominar a aquarela.

[Para ler toda a história de introdução à essa minha pesquisa, leia antes a primeira resenha].

Na minha busca, testei inúmeras marcas. Algumas delas não funcionaram exatamente bem para o resultado que pretendia, mas em compensação encontrei algumas opções ótimas. Então, decidi priorizar as resenhas sobre os que gostei antes dos que NÃO gostei, pois assim já tento indicar os melhores papéis para os leitores do blog.

Lembrando que "melhores papéis" é relativo, já que meus critérios de escolha são: liso, resistente, que seja bom para aquarelar, mas também muito bom para aplicar lápis de cor. Os detalhes dessa minha busca eu conto na primeira resenha que publiquei, e lá também tem uma introdução muito básica sobre tipos de papéis para aquarela, também :D

Sobre o papel Leonardo

Essa série de papéis possui a maior gramatura comercializada pela marca: 600g. Isso significa que ele tem o dobro de espessura dos papéis que até então eu havia usado (300g), então já causou uma primeira impressão muito incrível quando eu peguei a amostra pela primeira vez.

Ele é apresentado nas 3 texturas: rough surface (áspero), matte surface (grão fino) e hot pressed (acetinado). Eles são indicados para trabalhos profissionais com aguada, gouache e acrílica, além de aquarela.

O fabricante indica que é um papel muito resistente à luz e ao tempo, 100% algodão e livre de ácidos. Os blocos são colados dos 4 lados, e são apresentado em uma variedade de tamanhos. Vou deixar o link para o site oficial ao final dessa resenha, lá tem a tabela com todos os tamanhos disponíveis.

O que eu testei, apenas para lembrar, foi o acetinado. Mas também recebi uma amostra do áspero.

Minhas considerações sobre o papel Hanehmühle Leonardo acetinado

Definitivamente, o papel de aquarela mais liso que testei até hoje, e perfeito para usar com meus Polychromos. Por ser tão liso, ele não é indicado para iniciantes em aquarela; o papel liso evidencia todos os “problemas” da aguada e seca consideravelmente mais rápido que uma textura moderada. Senti muita dificuldade para deixar a aguada bonita, e já sei que vou ter que praticar muito até aquarelar maravilhosamente nesse papel.

Mas como o foco das minhas imagens eu geralmente trabalho em lápis de cor, posso conviver com uma aguada razoável nos meus fundos, por enquanto. E fiquei realmente satisfeita com o desempenho desse papel no uso de lápis. É possível apagar normalmente sem estragar o papel. Não é bom fazer nada exagerado, como apagar repetidas vezes no mesmo lugar com muita força (aí começa e levantar uma textura mínima); mas se o esboço já estiver planejado, dá pra passar pro papel final tranquilamente sem medo do pior. Além disso, ele aceita um bom número camadas de lápis de cor, permanecendo — praticamente — intacto.

Na verdade, eu gostei tanto desse papel, que antes mesmo de testar todas as minhas amostras, encomendei um bloco 30x40cm de 10 folhas, e vou usá-los na minha série de signos (*_*)

Conclusão

Eu recomendo esse papel para todo mundo que pensa em investir em um papel profissional, quando os intermediários já não rendem o resultado desejado. Os blocos não são baratos, mas o preço também não é exorbitante. Eu achei bem razoável pela resistência e gramatura dele. E, futuramente, pretendo fazer uma resenha de Arches e aí todo mundo vai entender por que eu passei amar tanto os Hahnemühle Leonardo e Cézanne (/riso maléfico)

  • Textura: perfeitamente lisa
  • Facilidade pra esboçar:
  • Resultado da aguada:
  • Resultado do lápis de cor:
  • Preço:
  • Compraria: SIM

Onde comprar:

Fontes para este artigo:  Hahnemühle

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Você comprou o bloco? Comprei e não consigo retirar as folhas do bloco, pois vem com uma telinha

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