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Minha arte, há alguns anos e agora

Nos últimos meses de 2017 eu, finalmente, cheguei no mais próximo do resultado que sempre imaginei para meus desenhos. Finalmente começo a concluir coisas que estão realmente como eu gostaria que estivessem. As idéias, a composição, as cores, o desenho e a pintura. Tenho plena consciência de que esse não é fim dos meus estudos em desenho — já que é impossível a gente parar de estudar algo no qual quer eternamente melhorar —, mas é o início de uma etapa na qual sonhei a minha vida inteira em alcançar: o meu próprio estilo artístico.

Sim, o tão sonhado estilo próprio. Agora que sei realmente o que estou fazendo, que não sinto mais aquele medo absurdo do papel em branco, nem aquele pavor constante de não conseguir traçar o que estou imaginando, ou, pior ainda, de ter a referência perfeita e não conseguir usá-la (isso é horrível, quem já passou por isso sabe muito bem), eu posso, finalmente, trabalhar para moldar o estilo da minha arte. Mas este post não é sobre isso.

Quero compartilhar, nesse primeiro post do ano, a minha evolução no desenho e na pintura. Muitas pessoas admiram coisas que faço e algumas às vezes (infelizmente acontece muito) se sentem mal ao ver trabalhos que consideram muito bons, meus ou mesmo de outros artistas, geralmente resumindo a situação com frases como “Nunca vou chegar lá”. Meu objetivo em mostrar o que vem a seguir é que não existe dom mágico, não existe novena, mapa astral, pedido pra estrela cadente que realize isso. A palavra certa é dedicação, trabalho duro, persistência — acho que essa última cabe perfeitamente. Persistência.

Retrato que fiz em 2010 a partir de uma fotografia; e ilustração em andamento no final de 2017, para a qual utilizei apenas referência de iluminação. Utilizei grafite e lápis de cor em ambos.

Os artistas que são melhores, mais experientes, mais criativos que nós, devem ser fonte de inspiração, e não de frustração! Pois todo mundo desenhou mal um dia, e persistindo a gente pode melhorar visivelmente. E esse post vai provar isso! LET’S GO.

Quando eu achei que já soubesse desenhar (2010)

Retrato que fiz para um trabalho da faculdade em 2010, com a devida referência fotográfica.

Esse desenho fiz no segundo ano da faculdade. Deveríamos fazer sketches de figura humana ou algo assim, então escolhi a Alissa White-Gluz. Toda em grafite 2b, 6b, alguma outra coisa mais escura e lápis de cor em algumas partes.

Então decidi que DEVERIA saber desenhar, de uma vez por todas (2013)

Alguns dos meus sketches de figura humana do meu projeto One Sketch a Day. Às vezes eu conseguia desenhar perfeitamente a partir de referência, mas às vezes, claramente, não. Eu perdia a paciência e me sentia muito frustrada.

Foi meu último ano da faculdade, e eu tinha um certo tempo livre pois havia deixado o emprego. Decidi que desenharia alguma coisa por dia, todos os dias, e quem sabe assim eu aprenderia a desenhar melhor e mais rápido. Eu ainda sentia muita dificuldade com figura humana, e nem sempre conseguia reproduzir as imagens de referência. Esse projeto foi inspirador no começo, mas no final, virou uma frustração completa. Abandonei antes de terminar o ano.

Voltei a fazer cursos de desenho (2014 até 2016)

Eu continuava bastante frustrada com minha evolução lenta ou inexistente no desenho. A faculdade havia terminado, e agora eu teria tempo para dedicar minhas noites a algum curso. Foi pela indicação de um amigo que cheguei no curso do Micael (meu atual professor). Eu realmente achava que conhecia todos os princípios de um bom desenho, mas pensei que fazer o curso desde o nível mais básico não faria mal a ninguém. E foi o que eu fiz.

No final de 2014 consegui reproduzir perfeitamente, sem sofrer, essa Emilie aqui, e isso me motivou a continuar desenhando:

Retrato que finalizei em dezembro de 2014, após o curso de esboço (fotografia: Viona Ielegems). Esse desenho foi, para mim, a prova de que eu estava progredindo.

A partir de então, comecei a trabalhar com novas referências, mas sempre tentando modificar ou criar algo em cima das imagens que eu desenhava para estudar. As minhas favoritas de 2015 e 2016 são as 3 primeiras “mulheres pássaro” (essa série nunca recebeu um nome decente). Também fiz uma ilustração que seria a primeira da minha série de signos; eu conto, na minha primeira resenha sobre papéis para aquarela, o motivo de eu demorar tanto para continuar essa série. Nesse meio-tempo, minha forma de desenhar e pintar também evoluiu, então reformulei o que pretendia para essa série, e essa imagem de Peixes também vai ser refeita mais adiante.

Ilustrações que fiz utilizando diversas referências para a mesma arte, coisa que até 2015 era extremamente difícil para mim.

AGORA VAI (2017 e 2018)

Em 2017, produzi 7 artes das personagens de Sailor Moon, para o projeto Sailor Moon Drops com a Gabi Xavier. Da primeira até a última Sailor que desenhei, já acho que tive uma melhora notável, embora minha arte preferida até agora seja, sem qualquer comparação, a pintura de Áries.

Pedacinho da minha pintura de Áries, a primeira figura masculina que criei em estilo realista.

Estou positiva que, agora em 2018, vou conseguir solucionar coisas pequenas nas quais ainda tenho dificuldades, como determinadas posições de rosto e mãos, quero perder o medo de adicionar contraste nas pinturas, e quem sabe aprender uma técnica de pintura nova! Mas, para este post, fica o resumo final da minha evolução:

Resumo da década. Espero em 2019 acrescentar ao final desta “linha do tempo” algo absolutamente incrível! Estou satisfeita com o ritmo do meu progresso e espero melhorar muito mais neste ano (2018) e no próximo.

Espero, com esse post, ter inspirado novos artistas nas artes da persistência ao aprender desenho. Espero que meu próximo post nesse tópico seja como eu aprendi figura humana a ponto de desenhar qualquer pose de mão sem precisar de referência (!). E fiquem à vontade para perguntar e comentar sobre qualquer etapa desses anos de aprendizagem :D

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